... tem as suas vantagens. Já nos tempos de faculdade tinha a mesma opinião. Sempre foi mais fácil planear o trabalho e concretizar o mesmo. Essa certeza ganhei quando tive que elaborar um trabalho, durante um semestre inteiro, tendo como colegas de grupo quatro homens. Com descontracção, mas seriedade. Mas, acima de tudo, com uma disponibilidade para ajudar inquestionável. Se necessário, todos paravam o que estavam a fazer para ajudar outro a resolver uma questão que fosse. E os debates, sempre acesos, sempre repletos de exemplos práticos com pormenores saídos de não sei onde, que levavam à gargalhada. Mas entendemo-nos. E entendemo-nos muito bem. Acima de tudo, ninguém desistiu de ninguém e avançámos em conjunto. Sem competição. No final, todos queríamos a certeza de que estávamos em sintonia semelhante. Valia sempre a pena parar e repetir o que tinha sido dito. Partilhar os pontos de vista e ter a certeza de que, no momento em que nos chamassem a, individualmente, prestar prova oral, todos nos saíssemos bem. E isso aconteceu, de facto. Pessoalmente, fiquei orgulhosa de todos nós. Fiquei orgulhosa por termos tido a capacidade de dialogar e de não confundir prioridades. E isso, foi o que de melhor ficou dos meus tempos de faculdade. Os amigos que nunca desistiram de mim e com quem sempre pude contar. Os amigos dos quais nunca desisti e que, ainda hoje, apesar de casados, com filhos e uma vida intensa, se importam comigo! Os amigos que, ainda hoje, me pedem a minha opinião acerca de um qualquer assunto, profissional ou não. Os amigos que quero sempre encontrar, com quem queremos sentar e conversar. Isso foi o que de melhor retirei dos meus tempos de faculdade. E hoje, as saudades desses tempos e deles!
Hoje, mantenho a mesma opinião. Sem complicar, com calma, sem competir, porque o importante são os resultados: os melhores. E se juntos somos mais capazes de os alcançar, porquê desperdiçar essa oportunidade? Porquê querer "brilhar" a sós, quando o risco de se falhar é maior?