sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A avaliação que fazem de nós.

De forma mais ou menos intensa, penso que cedemos sempre à tentação de querer saber o que acham de nós. A nível pessoal, a nível físico, a nível relacional... a todos os níveis. Existem pessoas com as quais nos estamos pouco importando, sendo que o que pensam acerca de nós, em nada revela. Seja porque um dia nos desiludiram, de alguma forma, seja porque mostraram não ser merecedores do que podíamos (queríamos) oferecer. Seja porque a forma como se apresentam perante a vida é de tal forma distinta da nossa, que não faz sentido ter interesse em saber a sua opinião. No entanto, existe sempre alguém cuja opinião acerca de nós mesmos nos importa verdadeiramente. Ou porque se quer agradar a essa pessoa, ou porque à mesma se deve a simples tentativa de ser sempre mais e melhor. De não parar. O pai, a mãe. O irmão, a irmã, os amigos. Porque a estes, achamos sempre dever do melhor que podemos ser, do melhor que possamos conseguir. E esse sentimento será tão natural quanto a vontade que tivermos de retribuir tudo o que essas pessoas, individualmente ou colectivamente, no dia-a-dia, nos momentos especiais, são capazes de nos oferecer. 
Não obstante, talvez guardemos um secreto receio de que terceiros nos avaliem negativamente, e, com isso, sintamos que, um dia, não fomos bastantes, por culpa nossa apenas, para alguém que escolheu não ficar. Talvez.   

4 comentários:

  1. Sentimentos de culpa e pesos na consciencia nao são coisas boas de sentir.
    Principalmente daqueles infundados ou dos que nunca vais saber se tem razao de existir ou nao por isso esqueçe e atira para tras das costas :)

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  2. Mesmo que queiramos contrariar essa ideia, nós somos em larga medida, fruto dos olhos dos outros, e não encaro isso como falta de personalidade ou autonomia de pensamento e ação, faz parte da própria condição humana.

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  3. Somos tantas pessoas quantas outros/as nos conhecem.

    Desempenhamos diferentes papéis sociais e as relações nunca são iguais.

    A relação mais importante talvez seja a que temos connosco próprios e na forma como nos avaliamos.

    beijinhos

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