segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Da saudade.

Tenho saudades. De ti e de ti. Assim o disse. Disse que vos amava, que sinto a vossa falta, que sinto saudades. As chamadas não tardaram a chegar, com um "está tudo bem?" carregado de preocupação. A estranheza de um sentimento que se sabe existir mas que, raramente, se coloca em palavras. Estava tudo bem. Quase tudo bem. As saudades são mesmo assim, uma constante, não apenas para mim, mas para todos aqueles cuja partida se tornou uma inevitabilidade em face daquilo que é o nosso país. Tornou-se um país de despedidas. Daqui, até ao Natal, do Natal até, quem sabe - com muita sorte - até Julho. Daqui... até um dia. 
Sim, também tenho saudades tuas. Também sinto a tua falta. A diferença é que não partiste para outro país. Mas, de ti, nem um movimento suspeito, nem preocupação. Nem sinal. E isso, deve bastar. Tem que bastar. 

6 comentários:

Partilhamos um café?