segunda-feira, 31 de março de 2014

Eu, insatisfeita me confesso.

Irrita-me esta forma de ser, este interesse momentâneo que não consigo ter. Esta atenção contínua às palavras. Todas as palavras. Esta atenção contínua à forma como são ditas, esta divagação contínua acerca do seu significado, do que poderão significar, na verdade, quando o seu significado pode nem ir além delas mesmas. Irrita-me que não seja assim, desprendida do que é dito, da forma que é dito. Não gosto de nós no estômago. Não gosto do poder das palavras sobre mim. Não gosto quando definem o meu estado de espírito. Não gosto quando me sinto tão diferente, ao ponto de achar que a aberração é acreditar que as palavras têm um poder imenso, capaz do sorriso e da lágrima, da certeza e da incerteza. Sou insatisfeita. Com as palavras - quero mais, sentidas, verdadeiras, atenciosas, sem desculpas. Vigorosas, como eu as vejo, poderosas, como eu as sinto.

3 comentários:

  1. E é assim que as palavras devem ser querida: VERDADEIRAS!

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  2. Nem todos são capazes de perceber o poder das palavras que proferem e ouvem, o que para quem o sente e percebe causa alguma mais que natural insatisfação. Junto-me ao clube.

    Beijos

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  3. "Não gosto quando me sinto tão diferente, ao ponto de achar que a aberração é acreditar que as palavras têm um poder imenso, capaz do sorriso e da lágrima, da certeza e da incerteza." - x2

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