Dias em que, por motivos de força maior, nos vemos obrigados a passar por experiências menos boas, só para ter a certeza de que tudo está bem... e que, não estando, se sabe qual o caminho que é necessário seguir. Pensa-se que acontece apenas às outras pessoas, esquece-se que somos tão frágeis, tão susceptíveis quanto os demais. Quando se percebe que não se é assim tão superior, tende-se a guardar para nós o quão frágil, na verdade, se é. De igual forma, se esconde o medo que se sente perante uma possibilidade com a qual, a verificar-se, não se saberá lidar. Nesses dias, um abraço acalma, um beijo atenua, um ombro descansa... Quando a distância impede qualquer um deles, esses dias difíceis teimam em passar vagarosamente, em ser mais pesados, mais agressivos. São promessas adiadas, cujo anseio evidente suporta a lentidão de um tempo que se quer rápido.