"Mas afinal quem é esta pessoa?
É simplesmente a construção que fizémos na nossa cabeça da pessoa ideal. É a imagem que inventámos algures pelo caminho, da pessoa que queremos para partilhar a nossa vida. Tipicamente é uma pessoa desenhada para uma relação próxima, mas há quem se especialize em fabricar dezenas de pessoas ideais, para aplicar a amigos, colegas e até estranhos. Depois de estar fabricada, esperamos genuinamente que as pessoas de carne e osso correspondam a ela...
É simplesmente a construção que fizémos na nossa cabeça da pessoa ideal. É a imagem que inventámos algures pelo caminho, da pessoa que queremos para partilhar a nossa vida. Tipicamente é uma pessoa desenhada para uma relação próxima, mas há quem se especialize em fabricar dezenas de pessoas ideais, para aplicar a amigos, colegas e até estranhos. Depois de estar fabricada, esperamos genuinamente que as pessoas de carne e osso correspondam a ela...
... Por um lado é porque querermos o melhor para nós. Queremos miminhos,
queremos ser gostados e tratados bem, e queremos que quem o faça seja
uma pessoa fantástica. Por outro lado, queremos que a outra pessoa
apague todas as nossas fraquezas. Projectamos no outro a
responsabilidade de nos livrar de tudo o que nos incomoda. Queremos
alguém que nos venha salvar das nossas falhas."
Seremos assim tão egoístas ao ponto de querer que outra pessoa seja aquilo que nós queremos que ela seja, ao invés de poder ser ela própria, sem aditivos ou condicionates, sem se`s ou mas...?
Não penso nessa pessoa ideal, pelo menos, com a exigência a que o texto alude. Sei o que gosto e o que não gosto. Sei o que tolero e não tolero. E saberei o que será necessário mudar ou aceitar, com um objectivo maior: a felicidade de alguém que amemos e nos ame de verdade. Sem esse idealismo sufocante. Um amor real, bem real, com tudo o que essa condição implica.




