segunda-feira, 31 de março de 2014

Assim, para lá de muiito bom!!

É o facto de a minha irmã estar grávida!! Para lá de muito bom é sentir, por ela, esta alegria imensa!! E o que eu dava por um abraço, neste momento!! 
Que corra tudo bem é o que eu mais quero! Isso e olhar para ela! Isso e vê-la dar a notícia ao meu Pai, que está sempre a falar do quanto gostava de ter um neto ou neta!
Tão feliz por ti!!
:) :) :)

Eu, insatisfeita me confesso.

Irrita-me esta forma de ser, este interesse momentâneo que não consigo ter. Esta atenção contínua às palavras. Todas as palavras. Esta atenção contínua à forma como são ditas, esta divagação contínua acerca do seu significado, do que poderão significar, na verdade, quando o seu significado pode nem ir além delas mesmas. Irrita-me que não seja assim, desprendida do que é dito, da forma que é dito. Não gosto de nós no estômago. Não gosto do poder das palavras sobre mim. Não gosto quando definem o meu estado de espírito. Não gosto quando me sinto tão diferente, ao ponto de achar que a aberração é acreditar que as palavras têm um poder imenso, capaz do sorriso e da lágrima, da certeza e da incerteza. Sou insatisfeita. Com as palavras - quero mais, sentidas, verdadeiras, atenciosas, sem desculpas. Vigorosas, como eu as vejo, poderosas, como eu as sinto.

Hoje casa esta. Amanhã aquela.

Pelo FB vou sabendo que pessoas que estudaram comigo na faculdade, se casaram. De igual modo, ainda a semana passada recebi no telemóvel a imagem de um bebé (com o qual fiquei fascinada confesso, pois que tinha nascido há pouco tempo e já me parecia bonito, ao contrário do que costuma acontecer...), filho de uma amiga que estudou comigo no secundário. Namora com o pai do menino desde essa altura, optou por não casar, mas hoje já é mãe. E é assim que as coisas vão acontecendo, a uma velocidade alucinante. Acontecimentos tão importantes, decisivos. E no momento em que me cruzo com essas pessoas, não me ocorre nada além de um "parabéns!". Perguntar-lhes "mas o que é que te deu na cabeça para casares?!" ou "um filho, já?!!" ficaria mal, muito mal, pelo que, vale mais estar calada. Entendo que existem momentos em que é necessário avançar, fazer diferente, evoluir. Estagnar pode ser um erro fatal. Mas não imaginei essas pessoas casadas, muito menos mães de um bebé minúsculo!! Mas sou só eu que tenho medo de pegar um bebé ao colo, tal desastrada que sou? Sou só eu que acho que se deve ter tooodo o cuidado do mundo, sob pena de ele se partir, à semelhança de um boneca de porcelana? Sou só eu que sou assim, estranha? É certo que, de vez em quando, me sinto mesmo uma estranha. Incompreendida. Ninguém é igual a nós, ninguém pensa e age como nós. Certa de que ainda tenho muito para crescer, em todos os sentidos (excepto para os lados, esse tipo de crescimento dispenso!), acredito que há o que acontece simplesmente (porque as coisas não acontecem só aos outros, certo?) e há o que fazemos acontecer. Eu espero ter a sabedoria necessária para perceber quando devo fazer acontecer. Espero também ter a sabedoria necessária para não menosprezar o que pode, simplesmente, acontecer.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Não tem como não confundir!!

A minha mãe sempre me disse que eu era uma pessoa estranha, como que em jeito de observação, dada a escassa informação que esta possuía sobre aquilo que eu sentia ou deixava de sentir. Sobre a minha intimidade e sobre a minha vida. De tal forma que, quando lhe disse que tinha um namorado e que o conheceria em breve, até os olhos sorriram. Reconheço que sempre fui um pouco fechada, partilhar não é algo que faça com facilidade, falar sobre as coisas, também não. Nunca gostei de me expôr ou de expôr o que sentia. É por estas, e por outras, que me faz uma confusão imensa pessoas que mudam de amor e de namorada como quem muda de camisola. Mais confusão ainda, quando apregoam esse amor aos quatro ventos (amor diferente do da semana passada) e quando comentam "casa-te comigo de uma vez!" (ah e tal, conhecem-se há duas semanas), quando não se pode abrir a página do FB, porque esta está carregada de publicações fofinhas e promessas de amor eterno, daquelas duas pessoas. Confesso, é coisa para me irritar, pois que não percebem que começa a roçar o rídiculo de tantas as vezes que o vimos já acontecer... E sim, elas sabem umas das outras e de como os sentimentos daquele rapaz mudam rápido... Agora, quando algum convite lhe é feito, é para ele e para a namorada, seja ela quem for. Pelo menos, num aspecto, ele tende a ser mais ou menos coerente! Já lhe conheci, no espaço de cerca de 5 meses, 4 namoradas, e três delas tinham o mesmo nome. Diminui em muito a probabilidade de confundirmos o nome dela com a namorada da semana passada. Ou a de há três semanas. 
Esta juventude...

quarta-feira, 26 de março de 2014

Mandarem-me calar ainda antes de ter falado sequer...

... é coisa para me deixar mal-disposta. Mais que isso, é coisa para me deixar com vontade de comer tudo o que vir exposto nas bancadas da padaria do andar de baixo onde, beber apenas um café, é um verdadeiro desafio.
Mandarem-me calar, quando a intenção era apenas uma: ajudar. Ajudar a mudar, sabendo que, de facto, pode ser diferente. E estar na disposição de ajudar a essa mudança. 
Há dias em que me sinto sensível demais. E eu não acho piada a isso, não gosto de me sentir vulnerável (não me parece que alguém goste...). Geralmente, esses são os dias em que, por um motivou ou por outro, mais sinto a falta daqueles que estão longe de mim. São aqueles dias em que acho que tudo seria bem mais fácil com eles aqui, do meu lado. Mais fácil para mim, mais fácil para os meus pais. Em boa verdade, todos os dias acho isso, por isso, será mais correcto dizer que são aqueles dias em que a revolta por um país que não oferece oportunidades aos seus, fala mais alto.
Se há elemento que dispensava na equação, é a distância. A inevitabilidade de adiar as palavras. A inevitabilidade de adiar os abraços.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Meninas...

  
Digam-me lá... este modelo parece-vos aquilo que na minha terra se apelida de "mono"? E dizer que é um mono é o mesmo que dizer que não tem qualquer piada ou ponta por onde se lhe pegue... A mim, não me parece mono algum, mas antes um vestido bonito e, acima de tudo, discreto que é aquilo que pretendo...

Tudo de bom.

Segunda-feira. Chuva e mais chuva. Frio e mais frio. Inspiração ou ideias para um post em condições? Nenhuma... Talvez seja do tempo, das botas que tive que voltar a calçar, do lenço que tive que usar para proteger o pescoço. 
Quanto ao fim-de-semana.... O sábado foi de jantar demorado, tal como gosto. O vinho, bom. A cerveja, estava fresquinha. Eu adormeci antes dele: foi a primeira vez, acho que ficou orgulhoso (mas o mérito foi do álcool, embora não lhe tenha dito, para não estragar tamanha alegria).
Conheci a Mãe (aquela de quem me passaram a noite a falar, passando a ideia de que ela era assim qualquer coisa de temível!). A verdade é que, a primeira coisa que me perguntou foi: "Então, falaram-lhe muito aqui da peste da I.?" Obviamente... respondi que não. Acho que correu bem. Um amigo e no namorado da irmã presentes no almoço, levou a que a coisa fosse mais fácil.
Fiquei feliz por o ver feliz. Fiquei feliz por saber que contribuí para essa felicidade. Diverti-me ao vê-lo mais nervoso que eu, até. 

E quero muiiiito que esteja sol no próximo fim-de-semana...! Se alguém souber o contacto do S.Pedro, avise por favor.