Pelo FB vou sabendo que pessoas que estudaram comigo na faculdade, se casaram. De igual modo, ainda a semana passada recebi no telemóvel a imagem de um bebé (com o qual fiquei fascinada confesso, pois que tinha nascido há pouco tempo e já me parecia bonito, ao contrário do que costuma acontecer...), filho de uma amiga que estudou comigo no secundário. Namora com o pai do menino desde essa altura, optou por não casar, mas hoje já é mãe. E é assim que as coisas vão acontecendo, a uma velocidade alucinante. Acontecimentos tão importantes, decisivos. E no momento em que me cruzo com essas pessoas, não me ocorre nada além de um "parabéns!". Perguntar-lhes "mas o que é que te deu na cabeça para casares?!" ou "um filho, já?!!" ficaria mal, muito mal, pelo que, vale mais estar calada. Entendo que existem momentos em que é necessário avançar, fazer diferente, evoluir. Estagnar pode ser um erro fatal. Mas não imaginei essas pessoas casadas, muito menos mães de um bebé minúsculo!! Mas sou só eu que tenho medo de pegar um bebé ao colo, tal desastrada que sou? Sou só eu que acho que se deve ter tooodo o cuidado do mundo, sob pena de ele se partir, à semelhança de um boneca de porcelana? Sou só eu que sou assim, estranha? É certo que, de vez em quando, me sinto mesmo uma estranha. Incompreendida. Ninguém é igual a nós, ninguém pensa e age como nós. Certa de que ainda tenho muito para crescer, em todos os sentidos (excepto para os lados, esse tipo de crescimento dispenso!), acredito que há o que acontece simplesmente (porque as coisas não acontecem só aos outros, certo?) e há o que fazemos acontecer. Eu espero ter a sabedoria necessária para perceber quando devo fazer acontecer. Espero também ter a sabedoria necessária para não menosprezar o que pode, simplesmente, acontecer.